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riscos_e_rabiscos

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Ó Vida, a Quanto Obrigas!

Cheguei a casa anestesiada. Já toda a gente deu conta do calorzinho que se faz sentir, não é? E toda a gente sabe como é bom andar de transportes públicos, não é? Aqueles trambolhões, encontrões e sacudidelas tão característicos, bem como a mistura de odores do pessoal que entra, fica ou sai. Agora o pior mesmo é quando entra e fica.

 

Agora pergunto a mim mesma “porque é que sou tão idiota”, e fiz a mesma asneira do que no outro dia, mudando de lugar?!

Depois de fazer esta burrada, senta-se uma senhora africana ao pé de mim com um perfume que não engana ninguém: desde que o Sócras foi eleito que ela não toma banho em sinal de protesto. Lá virei o nose para o lado para evitar que o meu estômago quisesse fazer uma visitinha ao pessoal do bus.

Como se não bastasse isto, ainda levei ao “colo” a mala da senhora, que por sinal era de plástico e de dimensão gigantesca. A minha pobre malinha da escola viajou entre as minhas pernas assente no chão e a mala da outra foi no bem-bom. Humpf!

Mas o mais grave é que a tal senhora, tinha uma p€id@ 50 vezes maior que a minha e ocupou o lugar do lado, um bocado do meu lugar e um pedaço da minha perna!!! Ai que bom levar com a transpiração dos outros…! E eu até que nem sou nada comichosa nem nojentinha…! Iupiiii! (Já venho… vou tomar o segundo banho e esfregar mais a perna). (De volta!) Quando a mulherzinha saiu, foi cá um alívio!!!

 

Mas como não há uma sem duas, nem duas sem três, cá vai a segunda…

Entra uma senhora e segura-se no varão próximo de mim. Como tinha de enfiar qualquer coisa na mala, precisava de um apoio. Adivinhem lá o que serviu de apoio à mala dela… Também não exagerem. Não foi a minha cabeça mas foi o meu ombro.!!! Eu fiquei tão estupefacta que nem disse nada, limitei-me a olhar para a mulher incrédula. Acabei por ouvir um “desculpe lá, é que eu não vejo bem”… Opá, isto é completamente surreal.

 

E a terceira é mesmo de vez. Ao entrar no meu segundo bus, oiço uma grande gritaria e uma miúda africana a dizer “olha que eu tenho aqui uma faca, ainda levas uma facada”. Só pensei se tinha entrado no bus certo e se não corria risco de vida. Mas depois percebi tudo: a tal miúda há uma semana que vai “comprar” doces ao homenzinho que os vende à porta do metro. Mas ela não dá a quantia correcta ao homem e depois diz que o homem é que lhe fica com o troco. Boa técnica, hã? Acho que vou aplicá-la quando for fazer as compras no mês…

 

Aquilo parecia uma cena de faca e alguidar. O que vale é que uma senhora conhecia a miúda e foi pagar a dívida ao homem dizendo-lhe que a rapariga era deficiente mental. Ou faz-se. O que eu achei interessante foi a senhora repreender a miúda e dizer-lhe “é por coisas destas que depois a culpa é sempre dos pretos”. E a senhora tinha toda a razão porque a tendência é julgar o todo pela parte.

 

Hoje foi um dia para esquecer. Transportes hoje? Só se for de porsche a butes ou na abóbora da Cinderela. Já tive a minha dose diária recomendada.

 

 

Insólitos Pessoinha

 

 

Para aqueles que sentiram a minha ausência, ontem, cá vai a minha explicação. Ontem foi o dia de acontecer tudo!

 

A parte da manhã correu bem: levantar tarde e almoçar tarde. Da parte da tarde é que as coisas começaram a piorar. Como o tempo.

O primeiro insólito foi a minha reunião de condomínio. A administradora é um cromo daqueles que só feito um exemplar. E a pobre mulher fala, fala, mas não diz nada. Quer dizer, não avança na conversa ou no assunto. Haja paciência... de santa! O que vale é que eu tenho dois nomes de santa!

Quando voltámos a casa, o N. resolveu ligar o portátil. Glup! Dava um erro qualquer. Só nos dizia "boot mgr compressed" (ver a resolução deste problema no blog do N.: http://helldanger1.blogs.sapo.pt/). Ai a chatice! e o portátil insistia... Ok! Vamos fazer-te a vontade e ficas aí sugadito, portátil.

Fomos ligar o outro Pc fixo. Não queria ligar. Apitos para aqui e para ali, crek... crek... crek... Mas o que é que está a acontecer?! A revolta dos PCs? O fixo até tem estado de férias, não tem trabalhado! Bom, o n., com os seus dotes de carniceiro, abriu o PC para ver o que se estava a passar. Sem entrar em pormenores, só vos digo que o arranjou da forma mais simples possível e imaginária.

E o portátil, perguntam vocês? Ora... o portátil dizia aquilo porque o N. tinha comprimido o disco (nunca o façam!) e resolveu o assunto facilmente depois de ter fritado o cérebro! Dizem que as máquinas têm sempre razão...

Chegada a hora do jantar, estávamos nós a degustar umas belas espetadinhas quando, subitamente, uma lâmpada do candeeiro da sala explodiu. Sim, explodiu! Ficámos completamente às escuras. Eu e o N. ficámos estupefactos e imóveis nas cadeiras com tão estúpido acontecimento. Só não sei como não me acertou um bocado na tola ou não engoli algum fragmento escondido numa garfada!

Para finalizar, nada melhor do que... falta de água de novo!!! Opá, a quem é que se pode ir reclamar? Então agora isto é prática corrente aos fins de semana? E sem aviso prévio? A malta queria tomar banho para lavar as miudezes... nicles! Queria lavar os pratos com os despojos do jantar... nicles! Idas ao wc... nicles!

Tal não é a moenga, hein!!!